segunda-feira, 19 de setembro de 2016

ASTROLOGIA DA SAÚDE

Já disse algumas vezes que fui muito privilegiada na minha trajetória profissional como astróloga por ter tido grandes mestres e orientadores na minha formação. Com a Astrologia Médica que renomeio de Astrologia da Saúde porque não tenho formação médica, não foi diferente. Fui discípula do Dr. Sérgio Mortari (em memória) no curso de formação completa com a duração de três anos. Já tinha anos de prática e a princípio relutei bastante quando fui convidada para fazer o curso até mesmo pela sua duração (três anos), mas reavaliei e constatei que alguns clientes meus já estavam com mais idade e mostravam mais interesse a respeito da saúde. E assim, fiz o curso em 2000/2001 e 2002. Minha decisão foi sábia, pois foi o último curso ministrado pelo Dr. Sérgio que faleceu em 2002. Agradeci mais uma vez a bênção da intuição e a oportunidade de poder desfrutar desses conhecimentos até o momento. A Astrologia da Saúde mostra-se uma "ferramenta" importante indicando a predisposição às doenças através da análise do mapa como um todo. Pode nos mostrar também a evolução ou a trajetória da mesma; os estados de saúde agudos ou crônicos, conferindo ainda uma orientação a respeito das vias de cura (atitudes e defesas). Mostra também o fator hereditariedade e doenças auto-imunes; as qualidades primitivas e naturezas; o componente de estresse e o sistema de defesas; os decanatos; os Nodos Lunares; aspectos significativos entre os planetas como indicador de doenças; elementos; eclipses e outros. O corpo humano reflete a elíptica onde se movem os astros e planetas e é a reconstrução na Terra do zodíaco celeste. A cada parte do corpo, a cada órgão, a cada membro corresponde um elemento, um signo zodiacal, um planeta. Da cabeça aos pés, nossa forma corporal está ligada, até a dissolução definitiva, ao macrocosmo que a governa. A Astrologia da saúde analisa essa correspondência entre o corpo humano e o zodíaco, no intuito de conhecer as possibilidades, através do mapa natal, o estado de saúde e a disposição das pessoas. Ela nos dá também a oportunidade de buscar mais qualidade de vida através de procedimentos preventivos ligados à alimentação, exercícios, exames periódicos e terapias alternativas. Entretanto, esta Astrologia mostra “um caminho de possibilidades”, considerando sempre que predisposições são tendências astrológicas e não físicas. É por isso que meus clientes só tem uma orientação nesse sentido quando solicitada. O astrólogo voltado para a área da saúde deve conhecer bem a extensão e os limites da interpretação astrológica, a fim de não dramatizar o assunto. Vale ressaltar ainda que bons hábitos de vida previnem a doença e a negligência e os abusos podem mantê-la. Ter também uma postura mais aberta e confiante ajuda a lidar com as fragilidades, pois é a partir do estado de harmonia interior que surge a cooperação entre estas forças e a saúde. Mais informações poderão ser adquiridas através do e-mail: sanastro47@gmail.com ou fone: (011) 5183.9350 SANASTRO/SANDRA - 19/9/2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

CONFISSÕES DE UMA ASTRÓLOGA 2

Chegando aos 31 anos de prática profissional como astróloga e aos 70 anos de idade, ainda me encanto cada vez mais com a Astrologia. Tendo passado por várias áreas do atendimento astrológico, a vida tem me mostrado cada vez mais qual é o verdadeiro objetivo da Astrologia: crescer e evoluir, aproveitando os talentos inatos que trazemos ao nascer e aprendendo com os desafios que se apresentam nas atividades cotidianas nas várias etapas da nossa vida. Com o tempo, vamos aprendendo que temos de aproveitar as energias planetárias trabalhando ao nosso favor. Escuto com frequência meus clientes dizerem: “sou assim impaciente e irritada por causa do meu Marte...”, entretanto, Marte é ação, dinamismo e potencial para a canalização de energias construtivas! Mas, só o processo de conhecer a si mesmo e a integração dos vários ramos do saber humano poderão proporcionar uma percepção do lado mais positivo de cada “astro”. A Astrologia pode ser interpretada em vários níveis desde o interesse individual, material, espiritual, social, cultural, psicológico, científico, mundial, filosófico, místico, esotérico, humanístico e transpessoal. Mas nem todas as pessoas estão preparadas para uma interpretação do ponto de vista evolutivo, por isso mesmo todos os níveis de interpretação são válidos. Tudo depende do grau de compreensão, de interesse e de assimilação de cada pessoa. A Era de Aquário, na qual nos encontramos, permite a descoberta de que as criações pessoais podem conduzir ao equilíbrio interno. Culpar os outros pelos desgastes em nossa vida, certamente nos fará sentir sem esperança e frágeis, trazendo o sentimento de vítima. Agora é hora de assumir a responsabilidade pelas nossas criações e aprender com elas, tendo uma experiência diária de poder interior que nos permite enxergar cada desafio como uma experiência a ser vivenciada naquele momento. Estamos na Era da Maturidade Espiritual, ou seja, trazendo a habilidade de compreender Deus com mais maturidade e de integrar Seu poder em nossos corações e mentes. É uma grande responsabilidade, mas estamos equipados para isso. Esse novo tempo nos fornece as “ferramentas” para criarmos uma vida mais livre, individual (não individualista) e com respeito às individualidades. Podemos criar um equilíbrio interno, buscando nosso próprio caminho divino e nos integrando à nossa alma, não mais como um mistério, mas vendo-a como uma companheira espiritual. Por meio deste processo podemos realmente nos considerar co-criadores da nossa vida com o Divino. Quando fazemos esta integração, assumimos a responsabilidade pessoal de não mais culparmos os outros, não mais criarmos uma vitimização e sermos capazes de tomar decisões lúcidas sobre o que desejamos e aceitar com tranquilidade o que a vida está nos trazendo como o aprendizado do momento. Precisamos criar um sistema positivo de crença de que a vida é significativa e cheia de eventos inesperados que conduzem ao nosso crescimento e de que todas as experiências da vida tem como potencial a nossa evolução. Devemos nos lembrar também que estamos “sim” sujeitos às circunstâncias, pessoas e eventos trazidos pela vida. Outro dia vi uma postagem no Face falando sobre a diferença entre destino e livre-arbítrio e achei muito verdadeira: “O Destino indica que vai chover” e não temos controle sobre isso. “ O livre-arbítrio consiste na nossa liberdade de levar um guarda-chuva ou não”. Podemos também escolher tomar chuva, nos abrigarmos enquanto ela não passa e ou deixarmos até sair de casa! Muito bom!!!!! Como a Astrologia é um estudo para toda vida e em cada época, conforme nossos interesses, buscamos mais conhecimentos que nos permitem expandir e transformar nossos corações e mentes. Estamos num amplo e contínuo processo de mudanças no contexto macro e micro, indicando que nossas necessidades, perspectivas e abordagens de vida estão sofrendo uma mudança radical em nossas orientações. As pessoas estão percebendo que está na hora de integrar o SER com o TER e só mesmo um “mergulho” no interior nos fará perceber qual o próximo passo para essa jornada. Nos dias atuais, a evolução da consciência exige que cada um seja responsável pelo direcionamento do seu próprio crescimento e evolução espiritual. Este senso de responsabilidade pessoal, expresso na Era de Aquário, difere bastante da natureza sofrida da Era de Peixes. Como a Astrologia requer uma busca infindável de conhecimentos que posteriormente serão transformados em sabedoria (quando colocados em prática), meu interesse do momento está voltado para o estudo dos Sete Raios e das Nove Dimensões, lembrando que é a interação entre os Sete Raios e os Doze Signos Zodiacais e planetas que formam a base para a Astrologia da Nova Era. Cada pessoa está sob a influência de vários raios simultaneamente. Os Sete Raios são energias de manifestação básica de construção e são as notas tônicas do relacionamento entre causa e efeito. As Dimensões são Reinos em que se manifestam as realidades físicas ou energéticas. “Todos nós vivemos e expressamos nove dimensões de consciência em nossas vidas, embora a maioria esteja consciente apenas da existência da segunda, terceira e quarta dimensões. A segunda dimensão está abaixo da superfície da Terra, a terceira é o nosso mundo sólido e a quarta é o reino das nossa mente coletiva. A primeira dimensão, localizada no centro da Terra é a fonte do nosso alicerçamento, e as cinco dimensões superiores são onde as partes transcendentes de nossa existência existem. Esses cinco níveis superiores foram quase inteiramente apartados do mundo tecnológico em que vivemos; porém, sem atingir esses níveis, não podemos encontrar o Divino e conhecer a bem-aventurança” (Barbara Hand Clow) Tenho sido duplamente gratificada nos atendimentos pessoais porque além da abordagem mantida através dos questionamentos existentes, tenho conseguido agregar, com bons resultados uma nova “leitura” mais voltada para a busca do “SER”, ou seja: Dar atenção ao Programa de vida, aproveitando os talentos inatos, enfrentando adequadamente os desafios propostos pela vida, mas procurando sempre direcionar as energias para aquilo que está compatível com os anseios interiores. Esta “Nova Leitura” foi proposta pela Astróloga acima citada e desde 2006 venho trabalhando com a mesma e obtendo excelente feedback. (Veja a seguir o conceito das Casas) Detalhando: CASA 1 – Si mesmo; CASA 2 - Alicerçamento; CASA 3 - Integração na 3D; CASA 4 - Sentimento; CASA 5 - Criar; CASA 6 - Estar no aqui/agora; CASA 7 - Outros; CASA 8 - Desprendimento; CASA 9 - Integração com o Espírito; CASA 10 – Poder; CASA 11 – Dar e CASA 12 – Bem-aventurança. “Usar as polaridades intencionalmente – si mesmo/outros, alicerçamento/desprendimento; integração na 3D/integração com o espírito; sentimento/poder; criar-dar; estar no aqui-agora/bem aventurança – é o modo ideal de administrar a gama de sentimentos da 4D. Estou feliz em poder compartilhar essa nova abordagem (pelo menos para mim) e fica aqui o pedido para quem tiver mais “ferramentas” que possam agregar ao meu trabalho, aceito de coração e com GRATIDÃO!!!! SANASTRO/SANDRA 18/07/2016

quinta-feira, 9 de junho de 2016

SINTONIZANDO COM OS CICLOS DO TEMPO

 

SINTONIZANDO COM OS CICLOS DO TEMPO

Autor Sandra Giannoni - sanastro47@gmail.com

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"O TEMPO É A IMAGEM FLUÍDA DA ETERNIDADE E OS PLANETAS SÃO OS INSTRUMENTOS DO TEMPO. OS CORPOS CELESTES SÃO OS PENSAMENTOS DE DEUS". PLATÃO Estarmos em sintonia com a natureza dos ciclos do tempo facilita nossa vida porque nos dá um senso direção e propósito, tornando-nos mais conscientes de que a vida é um processo. Há muitos caminhos para a consciência e cada um de nós vai seguir as escolhas do seu próprio coração em direção ao caminho mais apropriado. A Astrologia é útil nesse processo de identificação, pois engloba muitas facetas da realidade em relação ao tempo. O tempo do calendário e das horas é uma medida de tempo aceita pela maioria das pessoas e usamos para coordenar nossas atividades dentro da realidade cotidiana. Isso é importante porque em períodos de desafios, quando a caminhada fica mais árdua, temos a impressão de que permanecerá assim, fazendo com que as dificuldades nos acompanhem indefinidamente. Isso vale também para os bons momentos, mantendo a consciência de que eles não estarão sempre presentes. Cedo ou tarde "acordamos" para uma realidade maior de que estamos aqui basicamente para aprender e quando o fazemos de maneira consciente, tudo que obtemos é sucesso, evolução e crescimento. A Astrologia bem aplicada é um valioso instrumento que pode fornecer uma compreensão melhor do que está acontecendo, propiciando o trabalho ativo com a energia do tempo. Movendo-nos nas fases do tempo podemos manifestar situações e criações que expressem melhor as energias planetárias atuantes, numa profunda união com o poder da vida, em movimentos que façam partes construtivas da nossa vida diária. Alguns dizem que é como "surfar", ou seja: uma vez iniciada a arte, o surfista permanece na prancha e se equilibra, sendo rapidamente transportado para longe pela energia das ondas. (gosto muito dessa comparação!) As Astrologia sugere que a vida é um processo e que a vida é cíclica, oferecendo-nos ao mesmo tempo, a identificação de ciclos qualitativamente diferentes a cada momento, além de nos permitir ver a extensão e o contexto destes ciclos e nos movermos com eles conforme as energias atuantes. A Astrologia é uma linguagem simples de símbolos que, quando correlacionados, estão prontos para trabalhar uns com os outros, ajudando na sintonização com o tempo. Estes símbolos podem ser percebidos e vivenciados mental, emocional, em imaginação e ação, pois não contem julgamentos de valor e um dos seus aspectos significativos da Astrologia é que ela pode abrir nossos pensamentos e nosso eu mais profundo, nossos hemisférios cerebrais, nosso lado masculino e feminino, psiquê e mundo e nossos dualismos pessoais. A Astrologia é também multidimensional, cobrindo lacunas e permitindo que as pessoas se beneficiem dela ao seu modo individual e particular. É uma linguagem com muitos níveis que ultrapassa as linguagens modernas em sua expressividade, tornando possível a compreensão da psiquê ou da natureza subjetiva do tempo e de suas mudanças. Não somos vítimas do exterior, pois temos o poder de nos tornarmos criadores de nossas vidas através das ações de nossos pensamentos, palavras, e ações, assumindo a responsabilidade por nosso envolvimento no processo da vida. É isso que a Astrologia viva pode nos ensinar: que para nos tornarmos criadores, precisamos aprender a nos mover conforme o tempo. Ser feliz com o que a vida lhe dá: A criação envolve a aceitação do que existe, pois há coisas que podemos mudar e outras que não podemos mudar, mas que podemos mudar a nossa percepção ao lidar com estas imutáveis. Aceitar é diferente de ser vítima, pois a primeira implica numa escolha uma decisão fundamental em nossa própria existência na realidade e convivendo com ela. A Astrologia se baseia em ciclos de tempo e de movimento do Sol, Lua e planetas que apresentam durações e padrões diferentes. Isso significa que ela se utiliza de um tipo de relógio ou planetário com onze ponteiros e medir o tempo com esse relógio não é tão fácil quanto fazê-lo em relógios comuns, mas essa linguagem astrológica foi desenvolvida para nos ajudar.
SANASTRO:09/6/16

terça-feira, 15 de março de 2016

O SERMÃO DA MONTANHA E O VEDANTA NA ASTROLOGIA DA CASA XII

O SERMÃO DA MONTANHA E O VEDANTA NA ASTROLOGIA DA CASA XII
PRIMEIRA PARTE

Texto muito interessante em que são considerados os seguintes elementos na análise: O signo de Peixes (e Sagitário), os planetas Netuno e Júpiter, a Casa XII (e a Casa IX).
Como a mensagem de Jesus é baseada no Dom Supremo, ou a Regra de Ouro – O AMOR, estabelecemos Vênus como o parâmetro para o Amor, Júpiter para o Amor Incondicional e o planeta Netuno para o Amor Crístico, ou devocional. Este último está ligado com sentimentos sublimes e místicos, com ou sem estados alterados de consciência.
Os números em algarismos romanos referem-se às 23 características da casa 12 (já descrita em matéria anterior no blog). Quando mencionados, significa que o trecho do Sermão está de acordo com a característica em questão.

‘Vendo a multidão, subiu ao Monte. Ao sentar-se, aproximaram-se Dele os seus discípulos: E abrindo a boca, ensinava-os, dizendo.....”

O cristianismo é, astrologicamente falando, relacionado ao signo de Peixes. Até o símbolo de “pescador de almas” está ligado a Peixes. Toda a reunião mestre (espiritual)/discípulo é uma relação pisciana. Multidões que se reúnem com fiéis espirituais pertencem ao signo de Peixes e seu Mestre ao planeta Netuno e o assunto todo, Casa XII.

“Bem aventurados os pobres se espírito, porque deles é o Reino dos Céus”...

Para receber é preciso primeiro ser “humilde”, uma das verdadeiras e genuínas característica do signo de Peixes. A recompensa: “O Reino dos Céus” pertence ao mundo netuniano. Quando colocamos a casa II derivada na casa XII natal, a casa XII derivada cai na casa X natal. Jesus nos fala em sermos “pobres de espírito” (bens: casa II – em espírito: casa XII, posses: “deles” – casa II). Quando elevamos ao máximo nosso sacrifício, a casa XII derivada na casa X, somos pobres em termos terrenos, mas ricos espiritualmente. (XXII e XXII).

“Bem aventurados os que choram: porque serão consolados”....

Chorar significa que perdemos algo (renúncia, sacrifício forçado) ou que fomos injuriados, angustiados, humilhados, magoados (sofrimento físico ou moral); o consolo é um ato de amor para aqueles que sofrem, uma forte característica de Peixes, tanto quanto o chorar e sofrer. Parece que essa é uma das condições de purificação para merecer o mundo divino, após o resgate do carma. Quando a casa XII derivada cai na casa II natal (a casa das possessões), significa que sacrificamos o que temos; a casa XII natal recebe a casa IX derivada (A casa de Deus, do ideal, da justiça divina) e é por isso que os que choram serão consolados. (V, VII, VIII, XIX, XXIII).

“Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra”......

Manso significa passivo, brando, doce, pacífico e suave. Justamente o que Jesus nos ensinou ao tratar da violência. Dar o outro lado da face. A passividade e a mansidão são atributos de Peixes. Quando a casa derivada VIII cai na casa XII natal (sacrificamo-nos ou ficamos passivos quando a maldade e a perversidade nos atingem); a casa XII derivada cai na casa IV natal – a casa das propriedades, eles herdarão a terra. (V, VIII, XV, XXIII)

“Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque eles serão saciados”....

Júpiter é o planeta que representa a justiça e ele é um co-regente de Peixes e da casa XII. Mas nesse nível, a justiça é a Divina! A casa IX derivada caindo na casa I natal confere sentimentos de justiça; e a casa VIII derivada caindo na casa XII natal (a casa VIII fala dos ressentimentos, vingança) e na XII, indica renúncia de vingança e fé na Justiça Divina. (II, VI, VIII, XII, XXIII).

“Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão a misericórdia”....

Misericórdia significa também compaixão, pena, dó, piedade, clemência e perdão. Todos característicos do signo de Peixes. Quando sentimos pena de alguém praticamos a empatia que é uma das características da casa VII. Isso é indicado quando a casa VII derivada cai na casa XII natal e a casa I derivada cai na casa 6 natal e ainda, quando a casa II derivada (a casa da sensibilidade e sensação – elemento básico da empatia) cai na casa VII natal. (XI, XIX).

“Bem aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”....

Coração é domínio do signo de Leão e da casa V. Ver Deus é um assunto da casa IX. Só verá Deus aquele que for puro de coração (de amor e intenção) o que nos leva ao signo de Virgem. Isso quando a casa VI derivada (a casa da purificação) cai na casa V natal (do coração); a casa I derivada cai na casa XII natal e a casa X derivada (do propósito da alma) cai na casa IX natal. (XXII, XVII).

“Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados Filhos de Deus”....

A paz é um atribuo de Vênus e da casa VII. Quando a casa V derivada cai na casa IX natal e ainda a casa XII derivada cai na casa IV natal (a casa das posses, das terras) representando a renúncia sobre a terra, uma condição de paz. (XXII, XXIII)

“Bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”....

Perseguição é assunto da casa VIII e isso acontece quando a casa I derivada cai na casa VIII natal; e a casa XII derivada cai na casa VII natal. (VI, VIII, XIII)

“Bem aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de Mim”.....

Aqui temos a fé acima das injúrias e perseguições. É o caso da casa IX derivada (fé e a verdade) caindo na casa VIII natal (injúria e perseguição), sendo também a casa XII natal, recebendo a casa I derivada. (II, V, VI, VIII, XIII).

Fim da primeira parte: Aguardem a continuação na próxima matéria....

(texto de transcrição de aulas com o Mestre/Astrólogo Ademar Eugênio de Melo, em 1992)

O que é vedanta ou advaita vedanta?
Vedanta é o nome do estudo realizado a partir do final dos Vedas, que deu origem ao conceito popular de autoconhecimento. Na sua etimologia o termo vedanta possui dois significados: “aquilo que se encontra no final dos Vedas”, pois “anta” em sânscrito significa “fim” ;e também, “o conhecimento final”, já que a palavra “veda” também significa simplesmente “conhecimento”. Afinal o que é vedanta de fato?
O tema do estudo recebe vários nomes pelos próprios Vedas, esses nomes indicam o que se esperar e também como realizá-lo. Ele é chamado de conhecimento final, pois trata do absoluto, aquilo que uma vez conhecido não deixa nada de fora. Em outras partes ele é chamado de atma jnanam o conhecimento do “eu”, de onde veio a expressão autoconhecimento.

Sanastro/Astrologia
(011) 5183.9350 

sábado, 16 de janeiro de 2016

CONFISSÕES DE UMA ASTRÓLOGA


Em 1985 resolvi trocar a minha profissão de Assistente Social pela de Astróloga e acredito que a decisão foi a mais acertada possível, pois estou nela até hoje.
Sempre tive em mente que “quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece” e realmente, nunca me faltaram excelentes Mestres, que já reverenciei em postagens anteriores, bons livros, cursos, pessoas, circunstâncias e acima de tudo clientes nessa jornada.

Como todo início foi preciso muita dedicação, persistência, amor, coragem e acima de tudo fé, mas valeu e continua valendo muito a pena!
Além do aprimoramento técnico que a profissão exige, a faculdade de Serviço Social foi essencial para a interação com os clientes que estavam chegando.
Os primeiros passos precisaram ser firmes e também a busca de  um conhecimento profundo da História da Astrologia, sua Filosofia e seus Princípios, para uma atuação mais criteriosa e profunda.
Com a prática percebi que a Astrologia necessita de um estudo intenso e para a vida toda, pois o mundo está em constante mudança e com ele surgem os novos interesses individuais e coletivos. Assim, vejo o astrólogo como um “tradutor da linguagem cósmica”, que precisa considerar sempre o momento e o contexto social vigentes. São necessárias muitas horas de estudo, trabalhos de pesquisa e um grande aprendizado através do feedback dos clientes na prática profissional, além de muita HUMILDADE.
Nesses 30 anos de atividade como astróloga meu trabalho centrou-se basicamente nos atendimentos individuais e vivenciei uma proliferação de interesses que se dividiram entre os ramos da astrologia psicológica, humanista, holística, cármica, esotérica, etc.
Uma prática baseada na Astrologia Mundana, Natal, Horária, Eletiva e algumas incursões na Astrologia Tradicional como fonte de estudo pessoal para saber suas origens e sua história através dos tempos, as quais possivelmente remontam a época pré-histórica, cerca de 15.000 AC., passando pelo período Mesopotâmico, Grego, Medieval, Renascença, declinando no final do Sec. XVI e ressurgindo na metade do Sec. XIX com a espiritualidade no ocidente e mais especificamente no Sec.XX com o nascimento da Astrologia Psicológica e Astrologia Humanista. Todas trazendo conhecimentos,  experiências e novas perspectivas.
Mais recentemente, há 15 anos atrás, dediquei-me à Astrologia da Saúde, Astrologia Cármica, Astrologia Mitológica e Astrologia dos Sete Raios, muito procuradas até hoje, sem dúvida, para atender os interesses sociais e pessoais vigentes.
Hoje, depois de anos de profissão e fazendo um “balanço” da minha atuação e experiência profissional, chego a conclusão de que não importa a abordagem oferecida: A Astrologia baseia-se em princípios metafísicos que englobam qualquer faceta da vida do ser humano, inclusive a espiritualidade.
Assim, se o interesse do cliente está relacionado à perda do emprego, ao momento certo para fechar um negócio, à alguma mudança, a um relacionamento, a uma viagem, a uma decisão sobre saúde, etc.. etc... o foco principal é sempre A BUSCA DE ALTERNATIVAS PARA OBTER MAIS CRESCIMENTO E CONSEQUENTEMENTE EVOLUÇÃO.
Hoje, estamos vivendo o renascer da consciência e peço permissão para parafrasear Dora E. Mafud na sua afirmação: “O trabalho do astrólogo é resgatar das profundezas o tesouro que cada ser possui, desentranhar os segredos ocultos nas sombras da consciência, decodificar símbolos, oferecendo um guia para o percurso do caminho”. É realmente isso que importa no estágio evolutivo em que nos encontramos!
Muitas pessoas tem me questionado também a respeito da Revolução Solar que costumo chamar de Prognóstico Astrológico porque, simultaneamente, envolve outras análises, como trânsitos, progressões, ciclos e movimentos do Sol e do Ascendente num mesmo trabalho. Assim, aproveito a oportunidade para esclarecer que não se trata de um novo mapa natal, como muitos pensam.
Ao longo da vida, cada retorno solar é um novo ciclo de evolução da Alma e oportunidade de crescimento que propicia a expressão da consciência mais elevada. A evolução ocorre na forma de espiral ascendente e as novas oportunidades e vivências anuais permitem que a consciência se abra,  se expanda e acima de tudo cresça. A evolução e o crescimento não cessam nunca porque a vida implica em crescimento que é o sentido da vida. Quanto mais a pessoa se abrir ao seu SER, mais tenderá a incluir o TODO na sua vida e quanto mais se incluir, mais completa se sentirá vislumbrando a sua missão de vida perante os outros, afinal SOMOS TODOS UM!
Entretanto, o despertar da consciência não implica que a pessoa esteja isenta de viver situações desgastantes, mas estas trazem sempre a necessidade de uma mudança na percepção, pois cada circunstância que está se apresentando na vida é exatamente o que precisa ser vivenciado (externa e internamente), compreendido e aprendido.
Quando meus clientes perguntam: “O mapa é determinista?” Eu digo: “ Ele nos mostra que temos um único caminho que é crescer e evoluir, não existe outro,  mas o tempo e a maneira, é escolha de cada um, obviamente com todas as consequências das escolhas feitas.
Lembrando sempre:
“Os astros predispõem mas não controlam”. As escolhas são individuais e precisamos aproveitar todo potencial existente na Carta Natal que é O NOSSO PROGRAMA DE VIDA!

Sanastro/Sandra
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

2016 - E VIVA O SOL!!!!

Estamos na expectativa da chegada do Ano Novo, regido pelo SOL. Quando falamos deste astro, o que vem à nossa mente? Calor, Vitalidade, Luz, Alegria, Sabedoria, Vigor, Individualidade, Vontade, etc.... etc... etc, pois temos muitas qualidades para "descrever" o que Ele representa.
Apenas lembrando que Ele é o regente do signo de Leão, mas não importa em que signo está posicionado em cada mapa natal, pois acima de tudo, sua principal função é levar o brilho para iluminar cada pessoa, fazendo com que após ter interiorizado este brilho, cada um possa exteriorizar essa luminosidade para todos e tudo à sua volta! Obviamente, isso deverá ser feito conforme as características do signo em que o Sol se encontra, mas isso não apaga o seu brilho. Isso nos faz lembrar que todas as pessoas são detentoras de um "BRILHO NATURAL" já que todos nasceram sob a regência de um signo solar.
Como regente de Leão, algumas pessoas, nesses anos todos da minha atuação profissional tem me questionado se este brilho não pode ser confundido com orgulho, egoismo, vaidade, arrogância, autoritarismo, etc... etc... etc...
Aqui vale uma explicação: Através do nosso Sol, estamos aprendendo o verdadeiro sentido do poder que envolve muito mais um autodomínio do que um domínio sobre os outros.
Costumo dizer que existem dois tipos de Leão: o verdadeiro, que busca a sabedoria do seu interior para poder dividi-la com os que estão à sua volta e o de "purpurina", que não tem a sabedoria e quando vem uma chuva  leva tudo embora, porque não tem consistência.
Astrologicamente, o Sol representa também a imagem do espírito concentrado, sendo grafado por um círculo com um pondo no centro, representando o "foco" e o "criador" do sistema solar, simultaneamente. É por isso que suas características mais elevadas conferem, individualmente, num ano sob sua regência, o aprimoramento individual em todos os níveis para que cada um possa refletir a respeito da sua principal missão na vida e qual a maneira de melhor contribuir para o mundo em que vivemos. Todos temos "talentos especiais" que estão sendo aguardados para serem colocados em prática. O momento exige reavaliações, criatividade e descobertas, pois o Sol é o centro emissor de energia e responsável pela inesgotável fonte de vida que há dentro de nós!
O final de ano, nos impulsiona sempre a uma "reavaliação" das "lições e conquistas" do ano e já como preparação, vamos incluir nesse "pacote" uma análise dos nossos talentos disponíveis (mesmo os que estão adormecidos); o senso de valor pessoal; o nível de auto-reconhecimento; as gratificações pessoais; quais foram as metas atingidas e quais ainda estamos buscando e elaborando um breve "croquis" de onde estamos pensando chegar no ano que está se aproximando. Não importa se chegaremos lá ou não, pois o que conta é o estímulo para cada "passada", sem angústias, cobranças ou ansiedade.
O que realmente conta é saber que estamos buscando nossas prioridades, com mais coragem, força, determinação e muita fé (não necessariamente a fé mística, mas no nosso ideal).
Afinal, o que vale mesmo saber é que ao final do ano, na nova retrospectiva em 2016, poderemos constatar que nos tornamos seres humanos muito mais compreensivos, afetuosos, amorosos, fraternos e que desenvolvemos acima de tudo os respeito às individualidades, afinal, SOMOS TODOS UM!!!

Sanastro/Sandra Giannoni
Contatos: (11) 5183.9350
sanastro47@gmail.com




quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A CASA 8 DO MAPA ASTROLÓGICO – OPORTUNIDADE DE EVOLUÇÃO E CRESCIMENTO

Dois motivos me levaram a escrever sobre a Casa 8 do Mapa Astrológico. O primeiro prende-se ao fato de que apesar de tantos anos de atendimento, sempre meus clientes tem muita dificuldade de entender o significado desse setor e mais ainda, beneficiar-se disso como forma de expansão e crescimento.
As pessoas preferem vê-la como reveladora de “perdas”, quando na verdade ela se mostra mais como possibilidades de transformação através de mudanças.
Outro motivo que também considerei está ligado ao fato de tantas circunstâncias que a humanidade está vivenciando ao nível coletivo e que estão trazendo possibilidades novas. E como disse o Mestre Jesus: “Aqueles que tem olhos de ver, verão”!
Nesse contexto de MUDANÇA e TRANSFORMAÇÃO, as pessoas ficam presas num emaranhado de ondas de pessimismo e tão focadas na realidade tridimensional que não conseguem perceber  claramente a gloriosa possibilidade de evolução e crescimento que estão disponíveis logo à sua frente.
Apenas mudando a percepção surgem possibilidades de vislumbrarem uma grande RENOVAÇÃO. Isso significa tornar-se novo ou começar de novo. Esse é o significado Humano da casa 8 e não é preciso criar asas para enxergar a sua própria santidade. Basta apenas tornar-se novamente ao que se era inicialmente, antes de permitir-se aprisionar à uma rotina rígida e complexa com excessos de auto-cobranças e exigências: individual e coletivamente.
A morte relacionada a esse setor indica principalmente a “Morte do Ego” no sentido do “Egocentrismo” , em situações em que a personalidade tornou-se tediosa e gasta em virtude da recusa de “começar novamente”, ao invés de manter-se aberta àquilo que a vida está proporcionando a cada momento, para um trabalho interior e real crescimento.
A morte aqui indica que somos forçados a sair daquilo que estamos acostumados e que não faz mais sentido para nossa vida para recomeçar de novo. É nesse sentido que surge a mudança (interior e exterior) para gerar transformação. Uma constante reavaliação dos valores e prioridades, considerando a realidade de cada momento, visto que a vida é dinâmica.
Os medos que acompanham, muitas vezes, as experiências “desconhecidas” (mas que a Alma conhece) costumam tornar-nos mais novos para tais experiências, do que se ocorressem de outra maneira; possibilitam uma renovação mais total do que teríamos permitido ou desejado em outras oportunidades.
Isso pode englobar ainda a “morte de velhas atitudes” as quais permitimos que entrem em nossas vidas, muitas vezes, inconscientemente, a fim de evitar algo novo e mantendo-nos ao que é familiar no passado.
É nesse setor que temos a oportunidade de renovar nossos contatos com essas velhas atitudes, compreendendo-as e nos livrando delas se já não fazem mais sentido para nossa vida, principalmente durante os trânsitos planetários sobre esta casa.
Vemos também a Casa 8 como “misteriosa” porque nela adentramos numa das mais profundas e menos explicadas dimensões da psiquê humana individual. (A Casa 8 também é conhecida como a Casa do Oculto, além de mudanças e transformações). Aqui lidamos com aspectos da natureza humana que ficaram “velados” durante muito tempo: sexo, morte, ego individual. Nesse sentido, alguns astrólogos humanistas lidaram com estes assuntos numa conotação “coletiva”, ou seja: trazidos para a mente pública. Sem dúvida é no “coletivo” que a Casa 8 refere-se em uma das suas inúmeras dimensões e poderíamos até chamá-la de uma esfera psicológica na qual as habilidades conscientes e inconscientes da pessoa se reúnem (o instintivo, ou inconsciente, atuando a partir da casa 2 (dos valores) e o controlando ou conscientemente atuando, a partir da Casa 8). Entretanto, poderíamos igualmente chamá-la de esfera da experiência na qual nossa consciência instintiva ou racial de ser limitada pelo tempo, vai além de si mesma para uma esfera de atividade que não é limitada tão somente a este período de tempo, vivenciado por nós através dos sentidos.
Poderíamos dizer que existe uma coletividade de personalidades, através da qual a alma atua, a qual podemos tocar através da Casa 8. E poderíamos dizer que existe um relacionamento entre esta vida e outras que ainda existem através da Casa 8.
Hoje, felizmente, muitas pessoas estão começando a perceber a existência de “alguma coisa interior” com a qual podem relacionar-se de maneira tão válida quanto alguma coisa externa. O relacionamento quando aplicado apenas a fatores externos é tão unidimensional quando às primeiras interpretações astrológicas.
Assim, a interpretação que procuro dar no atendimento aos meus clientes enfatiza o “relacionamento” que pode ser encontrado no interior de cada um, com a alma (ou qualquer outro nome que se queira dar) como um campo maior de energia.
As mudanças e transformações existentes na Casa 8, tanto podem ser buscadas individualmente, ou trazidas por circunstâncias e vale lembrar que nesse caso, por ser a área de Escorpião, ela está muitas vezes, relacionada com o “despertar da Fênix” e tudo poderá realmente ser deixado às cinzas para que a pessoa “retome o seu caminho de evolução e crescimento”.
Nesse sentido, essas transições radicais proporcionadas pelo exterior, indicadas pela casa 8, são desenvolvimentos que surgem em nossa vida, apesar de não estarmos preparados. Isso faz com que se evidenciem profundas reservas ocultas que afloram do nosso interior e que ainda não foram experimentadas. A capacidade de atendermos a essas exigências repentinas não pode ser avaliada repentinamente, visto que raras vezes sabemos o que nos será exigido.
Habitualmente nessas ocasiões, as meras capacidades físicas e materiais tem de ser aumentadas e temperadas com energias psíquicas que por curtos períodos de tempo nos darão a força e resistência quase sobre-humanas. Nem todas as pessoas conseguem enfrentar condições tão devastadoras e muitas serão aniquiladas como vítima de alguma tragédia. Outras, entretanto, alcançam alturas inimagináveis de realização.
É importante notar que a reserva secreta de energia e de capacidade provém de uma força psíquica que não está disponível para o uso cotidiano. As pessoas podem ter essa reserva e ainda assim estarem inconscientes disso, a não ser quando são forçadas a usá-la em circunstâncias inusitadas.
Nunca se sabe até que se passe por tal experiência, o que seremos capazes de fazer. Muitas pessoas tem mais reserva de energia do que imaginam, visto que todos nós temos algum grau de força psíquica. O simples fato de termos nascido já nos revela isso.

Sandra Giannoni/Sanastro Astrologia
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